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Confissão e Penitência

1. Padres católicos dizem que perdoar pecados é o sacramento da Confissão. Entretanto, em S. Mt 9:3, e S. Lc 5 diz que somente Deus pode perdoar pecados e que, homens perdoando pecados seria uma blasfêmia (leia mais).

2. A Bíblia nos diz para confessar nossos pecados para Deus, não apra outros homens (leia mais).

3. A prática da penitência não é bíblica. (leia mais)


1. Padres católicos dizem que perdoar pecados é o sacramento da Confissão. Entretanto, em S. Mt 9:3, e S. Lc 5 diz que somente Deus pode perdoar pecados e que, homens perdoando pecados seria uma blasfêmia.

Na verdade, nestes versos, os Fariseus dizem que somente Deus pode perdoar pecados e que homens que dizem fazer o mesmo estão “blasfemando”:

Jesus disse ao paralítico, “tenha ânimo filho; seus pecados foram perdoados”. Então alguns dos escribas disseram entre si, “Este homem está blasfemando” ( S. Mt. 9:2-3)
E então os escribas e Fariseus começaram a perguntar, “Quem é que está blasfemando?”Quem poderia perdoar pecados senão Deus somente?”(S. Lc 5:21).

É irônico que adventistas citem este texto em sua defesa, a medida que Jesus, em cada passagem, procede refutando a suposta verdade dita pelos Fariseus:
“Mas Jesus, penetrando-lhes os pensamentos, perguntou-lhes: “Por que pensais mal em vossos corações? Que é mais fácil dizer: teus pecados te são perdoados, ou: levante-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados: levanta-te - disse ele ao paralítico-, toma a tua maca e volta para tua casa.”Levantou-se aquele homem e foi para sua casa. Vendo isto, a multidão encheu-se de medo e glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens.”(S. Mt 9:4-8).
Jesus provou que Deus deu autoridade aos “homens”na terra para perdoar pecados. Os Fariseus estavam errados; homens podem perdoar pecados. Como é triste adventistas condenarem católicos com a mesma alegação, errada, que os Fariseus usaram contra Jesus. Outra passagem nos evangelhos que atualmente descreve a grandeza dessa autoridade dada aos apóstolos:
“Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes Ele: A paz esteja convosco!” Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.” (S. Jo 20:19-21)
Deus Pai enviou Jesus à terra para pregar o evangelho, curar os doentes e perdoar os pecados. Jesus, preparando-se para subir ao Pai, concede agora que os Seus discípulos exerçam o mesmo ministério que Ele exerceu na terra:
“Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.”(S. Jo 20:22-23).
Como o Pai enviou Jesus para perdoar os pecados dos homens, Jesus, através do Espírito Santo, envia Seus discípulos para perdoar os pecados. A autoridade que Cristo deu aos apóstolos descrita em S. João 20 é a mesma exercida quando ele perdôou o paralítico de seus pecados, uma autoridade requerida em qualquer época, e transmitida para toda a geração de ministros católicos. 



2. A Bíblia nos diz para confessar nossos pecados para Deus, não para outros homens. 

Adventistas citam textos como o Salmo 32:5 (“Eu confessarei meus pecados ao Senhor”) e 1S. João 1:9 (“Se reconhecermos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade.”) para demonstrar que “confissão” deveria ser, ordinária ou exclusivamente, algo privado entre o indivíduo e Deus. Entretanto, não há indicação de privacidade nesses textos. Josué não viu oposição nenhuma entre “confissão”para Deus e declarar seus pecados para outro homem. “Josué disse-lhe: Meu filho, dá glória e homenagem ao Senhor, Deus de Israel; confessa-me o que fizeste, sem nada ocultar.” (Jos 7:19).
“Acã respondeu a Josué: sim, fui eu que pequei contra o senhor, Deus de Israel. Eis o que fiz: vi no meio dos despojos um belo manto de Senaar, duzentos siclos de prata e uma barra de ouro de cinquenta siclos e, conbiçando-os, tomei-os. Tudo isso se acha escondido na terra no meio da minha tenda e a prata debaixo (do manto)” (Jos 7: 20-21).
Na verdade, um israelita “confessaria” seus pecados quando apresentasse uma oferta com a assistência de um sacerdote (Lev. 5:4-6; Núm 5: 5-9). (Outros rituais do Velho Testamento também requeriam declarações à Deus feitas na presença de sacerdotes (Deut 26:3-10). Reconhecimento dos pecados perante Deus eram feitos em outros atos litúrgicos públicos, como o recitar dos Salmos (Sl 38:18). Esdras “confessou” e ordenou os israelitas a “confessar ao Senhor” seus pecados, e essas confissões eram feitas publicamente em “voz alta” (Esd 10:1, 10-12; Ne 9: 1-3). Davi confessou seus pecados ao profeta Natã, como representante de Deus, e recebeu do profeta reafirmação divina do perdão (2 Sam 12: 13-14).

No Novo Testamento, uma “confissão” de pecados é descrita como uma revelação pública de pecados (At 19:18). João Batista batizou aqueles que “confessavam seus pecados” às margens do Jordão (S. Mt 3:6, S. Mc 1:5). Cristãos devem “confessar seus pecados uns aos outros e rezar uns pelos outros, para que possam ser curados” (Tg 5:15-16). Em todos esses textos, “confissão” e “confissão para o Senhor” era um ato individual feito à escuta de outros. Há, então, toda razão para se crêr que confissões feitas ao Senhor podem ser realizadas na presença da Igreja.

Não surpreendente, o Didaquê, um antigo texto cristão (70 -120 DC), também descreve a confissão como ato público: “confesse seus pecados na igreja, e não vá fazer suas orações com a consciência no que é mal”(Didaquê 4:14). Tertuliano (203 DC) descreve a confissão como um evento no qual todo pecador vêm “se curvar ante o pé dos presbíteros e dobrar os joelhos para os amados de Deus; para ordenar à comunidade que sejam embaixadores que carregam sua súplica deprecatória” ( On the Lapsed, 9).
 



3. A prática da penitência não é bíblica.

Católicos seguem a Bíblia. Quando figuras bíblicas buscavam o perdão de Deus, eles expressavam seu arrependimento tangivelmente, intensificando o efeito de suas orações ao uni-las aos trabalhos de auto-negação. Comumente, eles se humilhavam usando roupas de saco (2Re 19:1-3, Is 37:1-2; Crôn 21:16; Ne 9:1; Jon 3:5,8; Bar 4:20, Sl 69:9,11)ou jogando cinzas sobre si mesmos (Jó 42:6, Dan 9:3, Jon 3:6, Jdt 4:11,15, S Mt 11:21, S Lc 10:13). Mais drasticamente, eles faziam uso de formas de mortificação corporal (auto infligir desconforto físico), como jejum (Dan 9:3, Jon 3:5, Sl 69:9-10) e o uso de roupas de saco sobre a pele nua (1Re 21:27).

Nenhuma das situações acima exigia expressamente um trabalho tangível de qualquer tipo (como talvez fosse o caso se o pecado exigisse restituição: por ex., devolver algo roubado). De preferência, essas ações eram voluntárias, nas quais os pecadores em cada caso corrigiam suas fervorosas preces para intensificar o efeito. Em muitos casos, eles recebiam remissão ou redução, ou o devido castigo na luz dos seus atos de penitência, como no caso de Acab:
“Ouvindo estas palavras, Acab rasgou suas vestes, cobriu-se com um saco e jejuou; dormia, envolto no saco e andavaa a passos lentos. Então a Palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: Viste como Acab se humilhou diante de mim? Pois que ele assim procedeu, não mandarei o castigo durante a sua vida, mas nos dias de seu filho farei vir a catástrofe sobre a sua casa” (1Re 21: 27-29).
Quando Deus menciona a auto humilhação de Acab a Elias (v. 28-29), Ele sem dúvida se refere as ações listadas no verso anterior (v.27). Deus honrou essa expressão concreta e positiva de arrependimento do rei, e graciosamente respondeu ao seu pedido de misericórdia.

De fato, Deus mesmo frequentemente ordenou atos penitenciais daqueles que Ele tinha esperança em perdoar. Por examplo, Deus muitas vezes ordenou que o Seu povo se mortificasse jejuando em tristeza pelos pecados que tinham cometido (Jl 2: 12,15). O Dia do Perdão em si era um dia de oração e auto mortificação (Lev 16:29-31). Nesses casos, os trabalhos de penitência não eram voluntários, mas ordenados.

É verdade que o perdão de Deus é gratuito, mas é recebido somente por aqueles que estão abertos a recebê-lo, aqueles que se afastam de seus pecados e se humilham perante Deus. Penitências são uma forma primária de se humilhar ante Deus. Não são uma forma de receber perdão por trabalhos humanos, ao contrário, penitências rogam o perdão que somente Deus pode graciosa e gratuitamernte nos conceder.

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